quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Quem são os irmãos de Jesus.

Introdução

Os cristãos protestantes costumam ensinar que Maria, Mãe de Jesus, teve outros filhos além de Nosso Senhor. Que o Verdadeiro Espírito Santo nos permita mostrar aos nossos irmãos separados a verdade sobre os “irmãos” do Senhor.

Jesus, o primogênito

No Evangelho de São Lucas lemos: "Maria deu à Luz o seu filho primogênito" (Lc 2,7). Aqui os protestantes enxergam indícios de que o Senhor foi somente o primeiro filho de Maria. Ora, a palavra “primogênito” só significa primeiro filho, podendo ele ser filho único ou não.

A própria Escritura Sagrada dá testemunho disto, vejamos:

"O Senhor disse a Moisés: ‘Faze o recenseamento de todos os primogênitos varões entre os israelitas, da idade de um mês para cima, e faze o levantamento dos seus nomes.’" (Num 3,40) (grifos meus).

Se para que seja primogênito é preciso que haja outros irmãos, como pode haver primogênitos “da idade de um mês para cima”?

Um outro exemplo está no livro do Êxodo: "e morrerá todo primogênito na terra do Egito, desde o primogênito do faraó, que deveria assentar-se no seu trono, até o primogênito do escravo que faz girar a mó, assim como todo primogênito dos animais." (Ex. 11,5).

E a promessa de Deus se cumpre, onde lemos: "Pelo meio da noite, o Senhor feriu todos os primogênitos no Egito, desde o primogênito do faraó, que devia assentar-se no trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. O faraó levantou-se durante a noite, assim como todos os seus servos e todos os egípcios e fez-se um grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto" (Ex. 12,29-30).

A própria tradição ensina que o Faraó só tinha um único filho. Desta forma, a palavra “primogênito” em Lc 2,7 não prova que o Senhor teve outros irmãos.

José “conheceu” Maria?

No Evangelho de São Mateus lemos: "José não conheceu Maria [não teve relações com ela] até que ela desse à luz um filho." (Mt 1,25).

Neste trecho os protestantes entendem que depois do parto, José “conheceu” Maria.

Quem entende o mínimo de exegese bíblia e cultura judaica, saberá que o Evangelho de Mateus é coberto de “aramaísmos”, isto é, expressões típicas da língua aramaica e hebraica, que quando traduzidas para outra língua não possuem o mesmo significado.

A expressão “até que”, “até” ou “enquanto” na linguagem bíblica, diz respeito somente ao passado. Para que isso fique mais claro vejamos outros exemplos na própria Escritura:

Ainda em Mateus, encontramos a promessa do Senhor à Igreja: "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." (Mt 28,20) (grifo meu). Será que o versículo quer dizer que após a consumação dos séculos, Jesus não estará mais com a Sua Igreja?

"Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte" (2 Sam 6,23) (grifo meu). O escritor sagrado quer dizer que depois de sua morte, Micol teve filhos?

Falando Deus a Jacó do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: "Não te abandonarei, enquanto não se cumprir tudo o que disse" (Gn 28,15) (grifo meu). Depois que se cumprir o que o Senhor disse, Ele então deveria abandonar Jacó?

Em Gênesis lemos? "[Noé] Soltou o corvo que foi e não voltou até que as águas secassem sobre a terra" (Gn 8,7) (grifos meus). Aqui não significa que o corvo voltou após as águas secarem, o que se quer é dar ênfase ao fato de que ele não voltou, mostrando que as águas finalmente secaram.

Desta forma, em Mt 1,15, não significa que depois do parto José deveria “conhecer” Maria. O Evangelista quer mostrar aqui o milagre da encarnação do Verbo, que aconteceu por obra do Espírito Santo, sem a intervenção do homem (cf. Is 7,14).

A palavra “irmãos” na Escritura Sagrada

Nossos irmãos protestantes alegam que em diversos lugares, o Evangelho fala dos "irmãos" de Jesus, como por exemplo: "estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos querem ver-te" (Mt 12, 46-47; Mc 3,31-32; Lc 8,19-20).

É importante dizer que nas Sagradas Letras, as palavras “irmão”, “irmã”, “irmãos” e “irmãs” podem denotar qualquer grau de parentesco. Isto porque, as línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzem o nosso "primo" ou "prima", e serve-se da palavra "irmão" ou "irmã". A palavra hebraica "ha", e a aramaica "aha", são empregadas para designar irmãos e irmã do mesmo pai, e não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42,15; 43,5; 12,8-14; 39-15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23,21), primos segundos (Lv 10,4) e até parentes em geral (Jó 19,13-14; 42,11). Existem muitos exemplos na Sagrada Escritura.

Observamos no Gênesis que "Taré gerou Abraão, Naor e Harã; e Harã gerou a Ló" (Gn 11,27). E Ló então era sobrinho de Abraão. Contudo no mesmo Gênesis, mais adiante Abraão chama a Ló de irmão (Gn 13,8).

Ainda em Gn 14,12, o Evangelho nos relata a prisão de Ló; e no versículo 14 observamos: "Ouvindo, pois Abraão que seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascido em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã".

Jacó se declara irmão de Labão, quando na verdade era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29,12-15).

Assim a qualificação de alguém pela palavra “irmão” ou “irmã” em relação ao Senhor, não significa necessariamente que fossem irmãos de fato. A única certeza que se pode ter neste caso é que eram parentes do Senhor.

A quem os Evangelhos chamam de “irmãos” do Senhor?

Os Evangelhos qualificam algumas pessoas como “irmãos” do Senhor. A primeira referência que encontramos está em São Mateus, onde lemos:

"Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?" (Mt 13,55).

Uma passagem correspondente encontramos em São Marcos:

"Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito" (Mc 6,3).

1. A importância da expressão “uiós Marias”.

Interessante notar que São Marcos usa a expressão grega "uiós Marias", em português “o filho de Maria”. Considerando Mateus e Lucas, observe o leitor que apenas o "o filho do carpinteiro" é chamado de "o filho de Maria" e não "um dos filhos de Maria". Isso pode não fazer muita diferença em português, mas em grego é muito significativo.

Primeiramente pelo fato da mulher ser a última das criaturas no mundo antigo, normalmente a filiação de alguém sempre referenciava o pai. Por exemplo: “o filho de Jonas”, “o filho de Alfeu”, etc. Mas São Marcos ao falar da filiação de Cristo, não aponta para José, mas para Santa Maria, utilizando uma expressão que normalmente só era usada para designar filhos únicos.

É claro que esta ocorrência incomum no Evangelho de Marcos não é sem propósito. O Evangelista que mostrar que Cristo era o único filho de Santa Maria.

2. A Carta de São Paulo aos Gálatas

Segundo nossos irmãos protestantes, os supostos irmãos de sangue de Jesus seriam: Tiago, José, Simão e Judas. É o que o eles afirmam lendo Mt 13,55 e Mc 6,3, confiando que estão sendo guiados pelo Espírito Santo. Dizem ainda que São Paulo confirma isto, pois na carta aos Gálatas ele escreve: "Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas [Pedro], e fiquei com ele quinze dias. E dos outros apóstolos [que estão em Jerusalém] não vi a nenhum, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gl 1,18-19).

Segundo a referência paulina acima, este Tiago, “irmão do Senhor”, é de fato um Apóstolo.

Segundo as listas de Mateus, Marcos e Lucas, existiram dois apóstolos de nome Tiago. Vejamos:

"Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor" (Mt 10, 2-4) (grifos meus).

“Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão. Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador; e Judas Iscariotes, que o entregou” (Mc 3,16-19) (grifos meus).

“Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos: Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro; André, seu irmão; Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado Zelador; Judas, irmão de Tiago; e Judas Iscariotes, aquele que foi o traidor" (Lc 6,13-16) (grifos meus).

Conforme podemos observar, um Tiago era filho de Zebedeu e o outro filho de Alfeu. Agora eu pergunto aos meus irmãos protestantes: o que tem Zebedeu e Alfeu com Santa Maria, Mãe de Jesus?

Ora, é ponto pacífico entre todos os cristãos que Santa Maria só foi casada com São José, e que não se casou depois. Portanto, este Tiago, o qual São Paulo se refere em sua carta aos Gálatas não era irmão de sangue do Senhor Jesus; logo, as palavras do Apóstolo não dão suporte à tese protestante.

3. Distinguindo os Tiagos

Primeiro é preciso fazer uma distinção entre os dois “Tiagos” que foram apóstolos. O Tiago, filho de Alfeu (cf. Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15) era também chamado de “o menor”, veja:

"E também estavam ali algumas mulheres, olhando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago o menor e de José, e Salomé" (Mc 15,40) (grifos meus).

Este Tiago que era irmão de José, não é filho de Zebedeu conforme vemos em São Mateus:

"Havia ali também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galiléia para o servir. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu" (Mt 27,55-56) (grifos meus).

Como vemos acima, a Mãe de Tiago e José não é a mãe dos filhos de Zebedeu. Desta forma, o Tiago chamado “o menor” em Mc 15,40 era o filho de Alfeu. Com efeito, tanto São Marcos quanto São Lucas identificam este Tiago como irmão de José.

Podemos então distinguir os dois “Tiagos” assim: Tiago, o Maior, é filho de Zebedeu e Tiago, o Menor, é filho de Alfeu.

4. Os irmãos dos Tiagos

Na lista dos apóstolos de São Lucas, Judas era irmão do Tiago filho de Alfeu (cf. Lc 6,16), o que corrobora com o livro de Ato, onde encontramos:

"Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago" (At 1,13) (grifos meus).

Segundo São Mateus e São Marcos este Judas era também chamado Tadeu (cf. Mt 10,3; Mc 3,18).

Até aqui os filhos de Zebedeu são Tiago (o Maior) e João (cf. Mc 3,16; Mt 10,2). Os filhos de Alfeu são Tiago (o Menor), Judas Tadeu e José (cf. Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15; At 1,13).

5. Quem é o Tiago referido na carta aos Gálatas?

São Paulo chama um dos “Tiagos” de “irmão do Senhor” (cf. Gl 1,19). Vimos ele ou é um dos filhos de Zebedeu ou Alfeu, e não de José, portanto, não é irmão de sangue do Senhor Jesus.

Quem é este Tiago a quem o Santo Apóstolo se refere? O Maior (filho de Zebedeu e irmão de João) ou o Menor (filho de Alfeu e irmão de Judas)?

Em Atos lemos que o Tiago, irmão de João foi morto após perseguição de Herodes:

"Por aquele mesmo tempo, o rei Herodes mandou prender alguns membros da Igreja para os maltratar. Assim foi que matou à espada Tiago, irmão de João" (At 12,1-2) (grifos meus).

Isto aconteceu depois que São Paulo esteve em Jerusalém para ver os Apóstolos, pois o seu relato em Gl 1,18-19 é o mesmo evento narrado por São Lucas em Atos 9:

“Chegando a Jerusalém, [Paulo] tentava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não querendo crer que se tivesse tornado discípulo. Então Barnabé, levando-o consigo, apresentou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo vira o Senhor no caminho, e que lhe havia falado, e como em Damasco pregara, com desassombro, o nome de Jesus. Daí por diante permaneceu com eles, saindo e entrando em Jerusalém, e pregando, destemidamente, o nome do Senhor” (At 9, 26-28).

Assim, quando São Paulo esteve em Jerusalém para conhecer os apóstolos, os dois “Tiagos” estavam vivos, mas se prestarmos atenção na seqüência entre os capítulos 1 e 2 da carta aos Gálatas, veremos que o Tiago referido em Gl 2,9 parece ser o mesmo de Gl 1,19. O capítulo 2 da carta aos Gálatas se refere ao Concílio de Jerusalém, narrado em At 15, quando o Tiago, filho de Zebedeu já havia sido morto (cf. At 12,1-2).

Com efeito, Rufino (“Comentário ao Credo dos Apóstolos”, 37) e Eusébio de Cesaréia (“História Eclesiástica”, II,23), ambos historiadores da Igreja Antiga, registraram a Tradição Apostólica que identifica Tiago, autor da Epístola de Tiago, como irmão do Senhor. É sabido que o autor da Epístola a Tiago, é o Tiago filho de Alfeu, irmão de Judas Tadeu (cf. Jd 1,1), o autor da Epístola de Judas.

6. Identificando os “irmãos” de Jesus

Vimos que São Paulo dá testemunho da Tradição Apostólica de identificar Tiago, filho de Alfeu, como irmão do Senhor Jesus. Lembremos que este Tiago tem com irmãos Judas Tadeu e José.

Ora, exatamente os nomes Tiago, Judas e José que encabeçam a lista dos “irmãos” de Jesus na lista dos Evangelistas, lembremos:

"Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito" (Mc 6,3) (grifos meus).

"Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?" (Mt 13,55) (grifos meus).

7. Identificando a mãe dos “irmãos” de Jesus

Para ficar ainda mais claro que Tiago, José e Judas são primos de Jesus, vamos identificar mãe deles.

Os evangelistas relataram que além da Mãe de Jesus, outras mulheres estavam próximas ao calvário. Vejamos:

"Havia ali [no Calvário] também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galiléia para o servir. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu" (Mt 27,55-56) (grifos meus).

Segundo São Mateus eram elas: Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e José e a mãe dos filhos de Zebedeu. Com efeito, Tiago e José que também são irmãos de Judas Tadeu tem por mãe uma Maria que não é a mãe do Senhor. Os filhos de Zebedeu são Tiago Maior e São João, cuja mãe também estava na cena da crucificação.

"E também estavam ali algumas mulheres, olhando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago o menor e de José, e Salomé" (Mc 15,40).

São Marcos eram elas: Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e José que também são irmãos de Judas e Salomé. Em concordância com São Mateus, Salomé só pode ser a mãe dos filhos de Zebedeu, isto é, a mãe de Tiago Maior e São João. Novamente a Maria mãe de Tiago, Judas e José não é a Maria mãe de Jesus. Esta Maria tinha por marido Alfeu.

"Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria [esposa] de Cleofas, e Maria de Mágdala" (Jo 19,25).

São João identifica Maria esposa de Cleofas como tia de Jesus, isto é, irmã de Santa Maria. Ora, sabemos que Tiago Maior e São João não são primos de Jesus, caso contrário seriam chamados “irmãos do Senhor”; assim, Salomé não é a Maria esposa de Cleofas.

Esta Maria, esposa de Cleofas, é a mãe de Tiago, José e Judas. Portanto, estes “irmãos” de Jesus, são na verdade seus primos, filhos de Maria, tia de Jesus.

Como na antiguidade os homens normalmente eram conhecidos por dois nomes, alguns acreditam que Cleofas é o outro nome de Alfeu. Outros sustentam a tese de que Cleofas é o marido de um segundo casamento de Maria, tia de Jesus. Com efeito, somente Tiago é referido como filho de Alfeu (ver item 2 deste artigo), enquanto se diz apenas que Judas e José são seus irmãos.

Sendo Alfeu e Cleofas, a mesma pessoa ou não, isso não oferece qualquer problema, pois de fato Tiago, Judas e José, são filhos de Maria, tia de Jesus; não importando se Tiago Menor é filho de Alfeu e Judas e José filhos de Cleofas.

8. Quem é Simão?

Em Mt 13,55 e Mc 6,3 encontramos o nome de Simão junto com os de Tiago, José e Judas.

Quando São Mateus e São Marcos elencam os apóstolos, sempre colocam o nome dos irmãos em seqüência. Ex: Pedro e André, Tiago Maior e João, etc.

Nestas mesmas listas, próximo aos nomes dos irmãos Tiago Menor e Judas Tadeu, os evangelistas citam um Simão: "Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu [...]" (Mt 10,3-4) e "[...] Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador" (Mc 3,18).

Com efeito, Eusébio de Cesaréia em sua “História Eclesiástica” registra que este Simão era primo do Senhor e filho de Cleofas:

"Após o martírio de Tiago [menor] e a destruição de Jerusalém, ocorrida logo depois, conta-se que os sobreviventes dos Apóstolos e discípulos do Senhor vindos de todas as partes se congregaram e com os consangüíneos do Senhor 'havia um grande número deles ainda vivos' reuniram-se em conselho para verificar quem julgariam digno de suceder a Tiago. Todos unanimemente consideraram idôneo para ocupar a sede desta Igreja Simeão, filho de Cléofas, de quem se faz memória no livro do Evangelho (Lc 24,18; Jô 19,25). Diz-se que era primo do Salvador. Efetivamente, Hegesipo [historiador antigo] declara que Cléofas era irmão de José" (HE III,11).

Conclusão

Os “irmãos” de Jesus são seus primos, filhos da irmã da Mãe do Senhor, cujo nome é também Maria; são eles Tiago, José, Judas Tadeu e Simão. Este é o testemunho da Sagrada Escritura e da Memória dos primeiros cristãos.



Fonte: Veritatis Splendor

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

COMO VIVER BEM O TEMPO QUARESMAL.






Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.” (2 Cor 6, 1-2).

Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.

Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, ”voltamos ao pó” que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: “És pó, e ao pó tu hás de tornar”. (Gênesis 2, 19)

Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.

Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola (“remédios contra o pecado”). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.

Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: “ Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal.”

Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.

Quaresma é um tempo de “rever a vida” e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca”.

Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.

Santo Agostinho dizia que “o pecador não suporta nem a si mesmo”, e que “os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”. A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.

Para isso podemos fazer uma Confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a Confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: “a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.

Jesus quis que nos confessemos com o Sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do Confessor e entregar a Cristo nele representado, as suas misérias.

Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.

Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua “lembrança”, mas a sua “presentificação”; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, “torna-se presente a nossa redenção”.

Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

AMIGOS PROJETO DE DEUS PARA CURAR NOSSO CORAÇÃO.
















Os tipos de amizades e de amigos
Amigo ÍMÃ
carrega você para todos os passeios...

Amigo IRMÃO
Muitas vezes você acha que ele é até melhor que seu próprio irmão...

Amigo PARCEIRO
Sempre pronto para o que der e vier.

Amigo "VIAGEM NA MAIONESE"
Embarca junto com você em seus sonhos mais mirabolantes.

Amigo BARULHO
Quando sai, deixa um silêncio incrível...

Amigo BANQUEIRO
Sempre ajuda você na$ hora$ mai$ difícei$

Amigo POPULAR
Você tem que entrar na lista de espera para falar com ele

Amigo PROTETOR
Defende você em situações difíceis.

Amigo ESOTÉRICO
acredita que existe 'uma razão' para tudo.

Amigo OTIMISTA
Esse tem a solução para tudo.

Amigo CONSELHEIRO
Vive lhe dando conselhos, mesmo que você não peça.

Amigo ANTIGO
Para ser preservado.

Amigo NOVO
Para ser conquistado.

Amigo SÁBIO
sabe quando falar e quando calar.

Amigo EXPERIENTE
Sempre sabe como fazer as coisas.

Amigo ANUAL
Você encontra uma vez por ano, e nota que o tempo não acabou com o sentimento de amizade...

Amigo MÃE
Sempre pronto a dar um colinho.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

NInguem pode dizer jesus é o senhor se não for no espirito santo





Ninguém pode dizer : ‘Jesus é o Senhor’ a não ser no Espírito Santo (I Cor 12,3). Crer no Espírito Santo é, pois professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho, " e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado". O Espírito está em ação com o Pai e o Filho do início até a consumação do Projeto da nossa salvação.

Vejamos algumas afirmações porque o Espírito Santo não é uma criatura, mas Deus:

- O Espírito Santo é o Senhor, como podemos ler em Jo 4,24 O Espírito é Deus, e é confirmado por S. Paulo : O Senhor é o Espírito (2 Cor 3,17), que acrescentou logo em conclusão : Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Por isso, o Espírito nos faz amar a Deus e liberta-nos do amor ao mundo.

- O Espírito Santo nos une a Deus por amor, porque Ele é o amor de Deus, e, consequentemente, nos vivifica (Jo 6,64).

- O Espírito Santo tem a mesma natureza que o Pai e o Filho :como o Filho é o Verbo do Pai, assim também o Espírito Santo é o amor do Pai e do Filho. Vê-se daí que o Espírito Santo não é criatura.

- O Espírito Santo é igual a Deus, porque os santos profetas falaram por Deus. Ora, é evidente que se o Espírito Santo não fosse Deus, não teria dito os profetas falaram por Ele, assim fala o Profeta Isaías : O Senhor meu Deus e seu Espírito me enviaram (Is 48,16).

A Missão conjunta do Filho e do Espírito.

Quando o Pai envia seu Verbo, envia o seu sopro : missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis.

Jesus é Cristo, "ungido", porque o Espírito é a unção dele e tudo o que advém a partir da Encarnação decorre desta plenitude (Jo 3,34). Jesus anuncia que enviará o "outro Paráclito" (Jo 14,16) e no momento da sua glorificação e junto ao Pai, pode enviar o Espírito Santo aos que crêem nele e comunica-lhes a sua glória (Jo 17,22). A missão conjunta se desdobrará então nos filhos adotados pelo Pai no Corpo de seu Filho : a missão do Espírito de adoção será uni-los a Cristo e fazê-los viver nele.

Os frutos que provém do Espírito Santo para nós

- Ele nos purifica do pecado (Sb 11,25; Sl. 103,30).

- Ele ilumina a nossa inteligência (Jo 14,25; I Jo 2,27)

- O Espírito Santo nos ensina a observar os mandamentos (Jo 24,23; Ez 36,26).

- Ele confirmará em nós a esperança da vida eterna, já que o Espírito Santo é o penhor da herança (Ef 1,14; Gal 4,6)

- O Espírito Santo nos aconselha em nossas dúvidas e nos ensina qual seja a vontade de Deus (Ap 2,7; Is 50,4).

Denominações do Espírito Santo:

- Espírito da promessa (Gl 3,14; Ef 1,13)

- Espírito de adoção (Rm 8,15; Gl 4,6)

- Espírito de Cristo (Rm 8,11)

- Espírito do Senhor (2 Cor 3,17)

- Espírito de Deus (Rm 8,9.14); 15,19; I Cor 6,11; 7,40)

- Espírito de glória (I Pd 4,14)

Símbolos do Espírito Santo:

- água : significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, depois da invocação da presença do Espírito ela se torna um sinal sacramental (I Cor 12,13).

- a unção : o simbolismo da unção com óleo também é significativo do Espírito Santo. Na inicial cristã ela é o sinal sacramental da confirmação

- o fogo : enquanto a água significa o nascimento e a fecundidade da vida dada no Espírito, o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo (Eclo 48,1)

- a nuvem e a luz : são símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo

- com Maria no nascimento de Jesus (Lc 1,35) - sombra, poder do Alto

- na Transfiguração (Mt 9,2-9) - nuvem

- Na ascensão (At 1,9) - nuvem

- o selo: Por indicar o efeito indelével da unção do Espírito Santo nos sacramentos do batismo, da confirmação e da ordem, a imagem do selo tem sido utilizada para exprimir o "caráter" indestrutível impresso por estes três sacramentos que não podem ser reiterados (Jo 6,27; Ef 1,13)

- a mão : é impondo as mãos que Jesus cura os doentes (Mc 6,5) e abençoa as criancinhas (Mc 10,16).

- o dedo : " É pelo dedo de Deus que (Jesus) expulsa os demônios" (Lc 11,20). O hino "Veni Creator Spiritus (Vem, Espírito Santo) invoca o Espírito Santo como "dedo da direita paterna".

- a pomba: quando Cristo volta a subir da água do seu batismo, o Espírito Santo, em forma de uma pomba, desce sobre Ele e permanece (Mt 3,16).

O espírito Santo e a Igreja nos últimos tempos.

No dia de Pentecostes, a páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo que é manifestado. Neste dia também é revelada plenamente a Santíssima Trindade. A partir deste, o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele; na humildade da carne e na fé, eles participam já da Comunhão da Santíssima Trindade.

Pela vinda do Espírito Santo que não cessa de se renovar na Igreja e no mundo, o Espírito faz com que entrem nos "últimos tempos" , o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado (At 2,36).

O Espírito Santo que Cristo, a Cabeça, derrama nos seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja. Ela é o sacramento da Comunhão da Santíssima Trindade e dos homens.

sábado, 30 de janeiro de 2010

2º Kairós de Cura e Libertação















VAMOS PROCLAMAR QUE JESUS É O SENHOR SERÁ UM DIA INTEIRO DE MUITO LOUVOR E ORAÇÃO DE CURA POR LIBERTAÇÃO

PREGADOR CONFIRMADO RICARDO ALEXANDRE DA COMUNIDADE CHAGAS DE AMOR
MISSA DE CURA E LIBERTAÇÃO COM PADRE MARCELO GUEDES AGUARDEM.

O que é Pecado contra o Espírito Santo?






gostaria de postar estar palavras para que fique claro pois muitas são as duvidas sobre pecado contra o Espirito Santo,boa leitura Deus abençoe.
Este pecado não é como os demais: uma falta contra um dos mandamentos; é o endurecimento do coração que leva a pessoa a negar a ação de Deus. No parágrafo 1864 o Catecismo da Igreja explica este pecado, dizendo: “A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento, rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo” (Dominum et Vivificantem, 46).
Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna.
Quando Jesus falou deste pecado (Mc 3, 29; Mt 12, 32; Lc 12,10) foi numa ocasião em que os fariseus disseram que Ele expulsava os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios. Ora, eles sabiam que isto não era verdade. Eles endureceram o coração e não puderam crer em Jesus, mesmo com a evidência de que Ele era Deus, mostrada pelos milagres que fazia. De propósito endureceram o coração para não aceitar Jesus; e nunca se arrependeram disto; é uma recusa à graça de Deus; isto é o pecado contra o Espírito Santo.
Com a palavra
Sereis minhas testemunhas até aos confins da terra
Pentecostes desencadeou o principal ato dos Atos dos Apóstolos: o anúncio da Boa-Nova, do Jesus Cristo Ressuscitado! E isto, feito na força do Espírito Santo, de um modo imediato, destemido, convincente e persistente! Esta foi a promessa do Pai, o Batismo no Espírito Santo (At 1,5), a qual foi reforçada por Jesus quando disse: "O Espírito Santo descerá sobre vós e d'Ele recebereis a força para serdes minhas testemunhas … até aos confins da terra" (At 1,8).

Será hoje é assim a nossa vivência como cristãos? Que importância damos ao testemunho?
E é o Pentecostes que marca a diferença nas comunidades. A vida cristã sob o Senhorio do Espírito Santo, embutida no Amor de Deus, distingue o cristão quente e entusiasta, do cristão frio ou morno, tíbio e cinzento. Pentecostes leva à prática do amor fraterno, à renúncia de si mesmo, pondo-nos ao serviço do Reino, pois é esse o verdadeiro Evangelho.

Pentecostes hoje?

Sim, pentecostes hoje! Pentecostes não foi só no passado, como Cristo o não é. Experiências fortes de Efusão do Espírito estão descritas em toda a Bíblia, com os Profetas, com Moisés ou o rei David, por exemplo. Jesus teve-as, os Padres, os santos também. O Espírito sopra onde e para onde quer, mas assiste a quem o pede com sinceridade de coração, numa caminhada de transformação ao serviço dos outros.

E estes pequenos pentecostes, toques ou efusões do Espírito, que vamos recebendo, são uma experiência continuada, não única ou isolada. Sabemos que hoje continua a acontecer pentecostes nas nossas comunidades. Que o Espírito vem e nos transforma. A força da oração, da adoração, a vontade de nos dispormos a testemunhá-lo, na nossa humilde condição pecadora, leva o Amor de Deus a dar frutos em nós, para que o nosso testemunho seja alegre e verdadeiro, forte e eficaz!
Pentecostes foi uma promessa de Cristo, mas não "caiu do céu de repente", nem "cai sobre as nossas cabeças" por acaso. Deus, porque nos ama, torna-se-nos sensível, faz-se presente, mas é gratuidade e respeita a nossa liberdade. Por isso, a oração no cenáculo durante cerca de 10 dias e que precedeu o Pentecostes, foi determinante para a vinda do Espírito Santo, porque Deus viu a sinceridade dos seus corações.
"Tudo o que pedirdes em meu nome, o Pai vo-lo concederá". Peçamos o maior tesouro, o Espírito Santo. Deus no-lo ofertará, e a Sua Alegria, será na medida do que fizermos com Ele.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Essência Do Discipulado





"Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lucas 09 23).
Tudo o que tem valor tem seus desafios e responsabilidades. Jesus apresentou este grande desafio a qualquer homem que deseja vir após tempo presente do infinitivo, seguir continuamente, ou buscá-lo). Seguir após Jesus requer o desejo de seguir. Não somos coagidos. Os discípulos de Cristo são voluntários.
Ir após Jesus envolve um compromisso a afastar-se de toda ligação psicológica com o mundo e um reconhecimento das implicações, padrões e condições para submeter-se a Cristo e ser contado entre aqueles que estão em plena relação com ele (veja também Lucas 14:27). Aqui, Jesus articula três conceitos básicos envolvidos em vir após ele. Ninguém será aceito se recusar estas estipulações.
Negar-se a si mesmo
Primeiro, o discípulo de Cristo precisa negar-se a si mesmo. O seguidor de Cristo adota uma nova identidade. Ele põe-se totalmente à disposição de Jesus. Ele abandona e rejeita o eu como o objeto da vida e da ação. Ele não continua mais com os modos de pensar que elevam modelos egoístas e hipócritas de comportamento. Ele denuncia a confiança em si como a fonte da proteção e do cuidado providencial. "... não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos"(Jeremias 10:23; veja Provérbios 14:12). Com Paulo, poderíamos dizer, "Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor... para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria" (Filipenses 3:8-11).
A negação de si mesmo é repudiar, afastar-se da sua própria independência em favor de submissão a outro. Devemos dizer "sim" a Cristo e "não" ao eu. Isto significa pôr Jesus acima do eu. É mais do que dizer "não" a alguma coisa ou atividade pecaminosa. É dizer "não" à minha própria vontade. O cristão precisa desistir do seu ego, gratificação e aspiração. Paulo disse, "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimente qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:1-2).
Tomar a Cruz
Segundo, o discípulo de Cristo precisa tomar sua cruz. Jesus literalmente tomou sua cruz e carregou-a ao Gólgota. Isso foi o que ele fez por nós. Isso foi seu propósito ao vir aqui. Que faremos por ele? Nosso propósito pela vida será concentrado nele? Desejamos sacrificarmo-nos por ele? Desejamos aceitar uma vida cheia de cruzes, centrada em Cristo e crucificados com ele (Romanos 6:6)? Se for assim, não serei eu mais quem vive, "mas Cristo é que vive em mim, e a vida que eu agora vivo na carne, vive por fé no filho de Deus que me amou e deu a si mesmo por mim" (Gálatas 2 20; veja também 5:24; 6:14)?
Tomamos figurativamente nossas cruzes quando nos comprometemos a sacrificar tudo pelo nosso Senhor e fazer disso nosso propósito para toda a vida. A discussão aqui não é sobre o sofrimento comum do homem. É sobre o compromisso e sacrifício por Cristo e sua causa. Observe, novamente, a responsabilidade contínua. Temos que fazer isto diariamente. Isto não é sacrifício momentâneo.
Seguir a Cristo
E terceiro, Jesus disse, segue-me. Aqui ele não estava chamando literalmente pessoas para viajar pelas poeirentas estradas da Galiléia com ele. Alguns fariam isso, mas nem de todos isso foi exigido. O sentido é que todos deveriam imitá-lo, obedecê-lo e servi-lo.
Novamente, o verbo implica em busca contínua. Pedro disse que Jesus nos deixou como exemplo que deveríamos "seguir seus passos" (1 Pedro 2:21). Sua autoridade está implícita no mandamento. Ele é o guia, o rei. A concordância com este encargo está necessariamente de acordo com os dois anteriores. Seguir a Cristo implica desistir do eu e iniciar o rumo próprio, um rumo de sacrifício, para a vida toda. Estamos dispostos a isso? Desafie-se com o grande desafio que Jesus pôs diante de nós todos

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

VOCAÇÃO ABRAÃO




Caro(a) internauta, ofereço-lhe aqui um pequeno roteiro para um retiro com cinco meditações. Se você deseja passar uns momentos a sós com o Senhor, tome sua Bíblia e este roteiro. Leia, medite e reze como vem proposto abaixo... não tenha pressa...deixe-se conduzir pelo Senhor! Bom retiro! Que Deus o ilumine... e não esqueça de rezar por mim, que preparei este roteiro para você, e pelo meu ministério!

I. O chamado a deixar... (Gn 12,1-9)
Leia o texto.
Observe:
a) A iniciativa é de Deus: é ele quem chama, quem toma a iniciativa: ele, que nos conhece e sabe nossas possibilidades... Ele chama e nos dá a graça para responder.
b) Responder ao chamado exige um “deixar”. Ninguém pode seguir a Deus sem primeiro deixar... vida, sonhos, famílias, determinados hábitos, projetos...
c) Dizer ”sim” a Deus, é uma bênção não somente para aquele que responde, mas para toda a Igreja e para o mundo. Dizer “sim” é tornar-se um canal de graça para os outros e para o mundo. Neste sentido, neste sim a Deus nós participamos do plano do Pai de salvar o mundo em Cristo: nosso sim é unido ao sim de Cristo!
d) A resposta de Abraão é belíssima: ele não diz nada; simplesmente levanta-se e obedece: ele parte “como o Senhor lhe disse”!
e) Partir com Deus é aceitar viver como estrangeiro, “na terra dos cananeus”... é viver como peregrino, “de acampamento em acampamento”, sempre caminhando, nunca se acomodando, nunca se dando por satisfeito... fazendo da vida “um altar ao Senhor”.
Perguntas:
a) Como tenho vivido minha vocação?
b) Tenho consciência que é uma iniciativa de Deus?
c) Tenho sido um peregrino de Deus, confiando nele, abandonando-me a ele?
d) Em que tenho me acomodado? Em que preciso “partir”, “de acampamento em acampamento”?

II. A crise... (Gn 15,1-20)
Leia o texto.
Observe:
a) Nunca se parte de uma vez por todas: é preciso partir de novo todos os dias, em cada pequena escolha, em cada situação...
b) Caminhar com Deus é ir aprendendo a respeitar seus modos, seus tempos, seus planos... tão diferentes dos nossos. É isso que Abraão terá de aprender!
c) Deus continua fiel: “Não temas... Tua recompensa será grande... serei teu escudo” – ele não muda sua promessa e sua fidelidade.
d) Mas Abraão está cansado do caminho e das demoras de Deus: “Meu Senhor, que me darás? Continuo sem filhos!” – quantas vezes parece que Deus nos deixa sem nada: tirou-nos tudo e não cumpriu a promessa...
e) Deus tira Abraão de sua tenda (de dentro de si mesmo, de sua visão estreita, de sua angústia) e o faz olhar para o alto: só quando deixamos de olhar para nós mesmos e nossos pensamentos e sentimentos, e olhamos para Deus, é que nosso coração se dilata e começamos a ver as coisas de um modo novo: Deus manda que Abraão levante o olhar! “Eu levanto os meus olhos para os montes...” (cf. Sl 120).
f) Abraão busca uma segurança: “Como saberei que vou possuir a terra? “Deus fará uma aliança com Abraão: dará uma ajuda à fé do seu amigo: os animais partidos são para que Deus e Abraão passem pelo meio, fazendo uma aliança: Abraão deixa tudo e Deus dá tudo a Abraão! Mas, como sempre, Deus demora... Abraão fica esperando, a noite cai, os abutres querem comer os animais... Abraão entra em crise.... Mas, no meio da noite, do escuro, Deus vem como uma tocha que ilumina e, sozinho, passa pelo meio das vítimas. Abraão nem precisa passar: Deus é fiel: seu amor e fidelidade não depende do nosso: ele passa sozinho!
g) Deus renova toda a promessa que fizera a Abraão! Ele é o Deus fiel!
Perguntas:
a) Sei sofrer as demoras de Deus? (cf. Eclo 2)
b) Compare a crise de Abraão coma as crises de sua vida: tenho aprendido a olhar com os olhos de Deus, a olhar para o alto... ou fico olhando para mim mesmo?
c) Tenho sabido suportar as demoras de Deus? Assim é que o Senhor nos forma...

III. Esperar contra toda a esperança... (Gn 17,1-22; 21,1-7)
Ler os textos.
Observar:
a) No primeiro texto há uma coisa impressionante: depois de vinte e cinco anos de caminho com Deus a promessa ainda não se cumpriu... caminhar com Deus exige paciência, exige amoldar-se a seus tempos e seus modos: não podemos dobrar Deus a nossos caprichos...
b) Apesar de Abrão ainda não ter nada, Deus já lhe muda o nome: de Abrão para Abraão (pai de uma multidão). Do nada Deus pode fazer surgir um povo; do nosso nada Deus pode fazer surgir uma realidade nova!
c) Abraão procura ser razoável: “Que Ismael viva na tua presença!” – quer dizer: eu já tenho Ismael com Agar... Dou-me por satisfeito!” Mas Deus vai cumprir o que prometeu: “É por Isaac, o filho da velha e estéril, que Abraão terá descendência!” Onde não há vida, onde não há esperança, Deus faz surgir vida e esperança...
d) Na alegria de Abraão pelo nascimento de Isaac está prefigurado o nascimento do verdadeiro Isaac – o Cristo (cf. Jo 8,56).
Perguntas:
a) Do meu nada, Deus pode fazer maravilhas. Creio nisso? Creio e espero em Deus, que é maior que eu mesmo? Coloco minha certeza em Deus ou nas minhas possibilidades?
b) Abraão tem uma lógica (a de Ismael), Deus tem outra (a de Isaac)... Estou disposto a deixar minha lógica pela de Deus... como Abraão fez?

IV. O amigo íntimo (Gn 18,16-33)
Leia o texto.
Observe:
a) Depois de se abandonar a Deus e caminhar com ele, Deus o considera como um amigo do qual não se pode ocultar nada. Quando nos tornamos amigos de Deus, começamos a compreender seus desígnios e sua vontade.
b) A oração do amigo de Deus é ousada, íntima e confiante. E Deus a escuta!
c) Aquele que se torna amigo de Deus, torna-se misericordioso, sensível, preocupado com os outros, mesmo com os distantes “de Sodoma e Gomorra”. Uma espiritualidade individualista e egocêntrica, é falsa!
Perguntas:
a) Como vai minha vida de oração? Procuro a intimidade com Deus? Sei fazer silêncio diante dele?
b) Minha oração tem a preocupação pelos outros, pela Igreja e pela humanidade?
c) Preocupo-me com os pecadores e os que ainda não encontraram o Deus verdadeiro, Deus de Abraão e de Jesus Cristo?

V. A última prova (Gn 22,1-18)
Ler o texto.
Observar:
a) Jamais o nosso caminho com Deus termina: é necessário continuar crescendo, caminhando...
b) É impressionante como Deus quer tudo, nos quer totalmente: “Toma teu filho... teu único..., que amas... oferece em holocausto”...
c) A atitude de Abraão é bela: ele não contesta, não diz nada... simplesmente obedece, confiando em Deus: ele haverá de providenciar uma solução, um cordeiro para o sacrifício!
d) No terceiro dia Abraão chega ao lugar... o lugar onde Isaac, praticamente morto, vai “ressuscitar” pela intervenção de Deus... como o novo Isaac, Cristo, o cordeiro que Deus providenciou, seu Filho único, que ele ama e entregou até à morte pela descendência de Abraão... que ao terceiro dia, ressuscitou!
Perguntas:
a) Quais os meus isascs? Estou disposto a sacrificá-los a Deus, sabendo que Deus deu-me tudo?
b) Como vão minha fé e abandono? Como o de Abraão? Ou busco apoios humanos, compensações humanas, muletas humanas?
c) Tenho consciência que Cristo, o verdadeiro Isaac, é minha verdadeira e única riqueza?
Conclusão:
Abraão é o pai e modelo dos crentes. Todo aquele que caminha com Deus deve estar pronto a fazer a peregrinação de Abraão. Que eu retome minha fé, minha confiança no Senhor... e siga adiante, confiando nele e não em mim mesmo! Deus é fiel, completará o que começou em mim e cumprirá sua promessa! Para isso mi chamou!
Assim foi com Maria, filha de Abraão e modelo de todo cristão... assim será comigo!

domingo, 3 de janeiro de 2010

NOMEAÇÃO DO NOVO BISPO DA REGIÃO BELEM


UT FACIAM VOLUNTATEM TUAM



(“venho, ó Deus, para fazer a tua vontade” Hb 10,7).

Neste dia do anúncio de minha nomeação episcopal, envio minha mensagem a toda a Arquidiocese de São Paulo: ao estimado arcebispo, o cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, e aos bispos auxiliares, aos quais me unirei como bispo auxiliar; aos padres, diáconos e seminaristas; aos numerosos e dedicados leigos e leigas, comprometidos na ação pastoral e evangelizadora; aos religiosos e religiosas e a todo o povo de Deus de São Paulo.

Quando o senhor Núncio Apostólico me comunicou que o papa Bento XVI me havia escolhido para ser “Bispo Titular de Mattiana e Auxiliar do Eminentíssimo Arcebispo de São Paulo” fiquei cheio de temor, pensando nos desafios evangelizadores de uma grande cidade, como São Paulo. Respondi “sim”, em obediência ao chamado da Igreja que me vinha através da decisão do Papa, sobretudo, confiando no Senhor, “Pastor e Bispo de nossas almas” (1Pd 2,25), que virá em meu socorro, como rezamos cada dia: “vinde, ó Deus em meu auxílio, socorrei-me sem demora”.

No próximo dia 28 de fevereiro, em Maringá (PR), serei ordenado bispo pela imposição das mãos dos bispos presentes e o Senhor, pelo seu Espírito, me assumirá totalmente para o seu serviço, atraindo-me ao seu próprio sacerdócio e consagrando-me para o anúncio do seu Evangelho.

E, no dia 14 de março, tomarei a posse canônica do ofício de bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, iniciando o exercício do meu ministério episcopal. Será na comunhão eclesial da Igreja de São Paulo que aprenderei a ser bispo, junto com arcebispo e os outros bispos auxiliares que já servem aquela arquidiocese, de cuja missão e tradição viva quero participar ativamente! Espero contar com a ajuda de todos, pastores e fiéis, a fim de que a realização da vontade de Deus em minha vida se expresse no serviço concreto à Igreja, na entrega diária da vida e na busca perseverante da santidade. Precisarei da oração todos e da ajuda fraterna, a fim de que eu seja existencialmente configurado a Cristo, “Cabeça e Pastor do rebanho”.

Desejo também enviar uma especial saudação de paz a todo o povo da Região Episcopal Belém, seus padres, religiosas/os e agentes de pastoral; saudação ainda, e apreço, a todas as famílias, aos jovens e a todo homem e mulher que se coloca a serviço dos pobres, doentes e dos que sofrem na cidade de São Paulo.

Enfim, mesmo que meu coração esteja inteiramente afeiçoado a esta querida arquidiocese de Maringá, da qual sou filho e que servi como amor até agora, como padre, chegou para mim a hora de ouvir o novo chamado missionário de Deus e de partir para uma nova e mais empenhativa missão. Portanto, neste momento, uma só coisa me interessa: é fazer a vontade de Deus, como o Filho, ao ser enviado ao mundo, como missionário do Pai (cf. Hb 10,7); como o Beato José de Anchieta, missionário e fundador de São Paulo; como os santos Frei Galvão, Madre Paulina, beato Padre Mariano de la Mata e uma multidão de irmãos e irmãs, discípulos e missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo. Ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, toda a glória na santa Igreja.jo também enviar uma especial saudação de paz a todo o povo da Região Episcopal Belém, seus padres, religiosas/os e agentes de pastoral; saudação ainda, e apreço, a todas as famílias, aos jovens e a todo homem e mulher que se coloca a serviço dos pobres, doentes e dos que sofrem na cidade de São Paulo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

OTIMISMO

todos nós dependemos de isentivo é por isso que deus nos ama pois so atraves dele superamos limites que 2010 seja o ano no qual possamos nos surpeender com atitudes boas saudaveis e sabias.
FELIZ 2010